Penny Lane Blog

Entradas do Maio 2008

Pré-adolescentes

Maio 26, 2008 · 5 Comentários

- Penny, os emos são anti-cristo?

- ?!?… hum… até onde sei, emos são adolescentes que pintam o cabelo de preto, escondem metade do rosto com uma franja e se deprimem voluntariamente ouvindo música ruim…

- Hum… mas todo emo tem que ter cabelo preto? É obrigatório pintar cabelo de preto pra virar emo? Não pode ter cabelo loiro?

- Olha, não sei se dá pra dizer que é uma regra, mas nos shoppings a gente vê emos se escondendo atrás de cabelos pretos e patricinhas saltitando com cabelos loiros.

- Ah… é que eu tava pensando em virar uma ema, mas não sabia que ia precisar pintar o cabelo…

ema

(ema)

- Acho que você vai precisar de um pouco mais que tintura de cabelo então…

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Indiana Jones e os caçadores da infância perdida

Maio 25, 2008 · 3 Comentários

Hoje eu estava me sentindo meio nostálgica: fui ao cinema assistir Indiana Jones. Não soa bizarro dizer “fui ao cinema assistir Indiana Jones”? Pois é, juro que em alguns momentos do filme achava que ia ouvir um “plim plim” seguido de intervalos comerciais.

O filme é bem nostálgico mesmo. Levei comigo uma priminha que não conhecia a trilogia e ela não se divertiu metade do que eu me diverti. Pra quem está afim de uma última cruzada pela infância perdida, é uma ótima opção. Só achei a idéia de vilões russos pra lá de ultrapassada. Isso já saiu de moda há muito tempo, até o Stallone sacou.

Mas enfim, Harrison Ford estava em plena forma, apesar da idade. Infelizmente não dá pra dizer o mesmo de todo o elenco… sabe quem também estava escalado?

Chuta que é macumba!

Por incrível que pareça ele estava ainda mais barrigudo que nessa foto aí em cima. A computação gráfica fez uma falta…

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Porque não devemos conversar com o motorista no trânsito:

Maio 23, 2008 · 1 Comentário

- Então você tá querendo morar sozinha? Acho que você devia pensar melhor nisso. Sair da casa dos pais não é fácil, você vai ter responsabilidades. E se um dia você passar mal? Já pensou?

- Eu voltei pra casa dos meus pais faz menos de 5 meses. Morava sozinha desde os 17 anos.

- Ah tá! Então você já é uma mulher vivida!

#TAPA#

Ele perde o controle do carro e bate no poste, atropelando uma criança e dois velhinhos no caminho.

Em defesa da vida, optei por um sorriso amarelo e cheio de raiva no lugar do tapa.

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All hail (Vi)King Beowulf!

Maio 18, 2008 · 1 Comentário

Que Ray Winstone que nada! Certeza que quem interpretou Beat-it-wulf Beowulf foi esse cara aqui:

HAIL! HAIL! HAIL!

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Dica de locadora

Maio 17, 2008 · 6 Comentários

Não é de cinema porque já saiu de cartaz faistempo.

Eu, que já desisti de ser antenada, fui alugar Beowulf ontem e só tinha ouvido falar uma coisa sobre o filme:

- Ah! Beowulf? É computação gráfica pura, mas acho que você vai gostar.

Aí tava imaginando tipo um “Senhor dos Anéis”, cheio de efeitos especiais, e tals.

Filme pra dar certo comigo tem receita: Idade Média + cavalos + herói cabeludo com uma espada (ou um machado, ou arco e flecha, ou as três coisas). Esse eu já sabia ser medieval, dava pra supor que tinha cavalos, e na capa (essa aí em cima) dava pra ver que o herói era cabeludo. Também tinha escrito, em letras garrafais e amigáveis, a frase: “Eu matarei o seu monstro”. Tendi nada, mas lendo isso com a foto desse loirão aí fazendo cara de mau, só pude pensar: “U-hu! Então vem, neném!” Mais tarde eu descobri que o comentário sobre “computação gráfica pura” era no sentido purista da coisa, e que o loirão em questão era na verdade “interpretado” por Ray Winstone, um velho caquético, careca e barrigudo:

Chuta que é macumba!

Descobri também o motivo da frase na capa: de cada 10 falas do herói no início do filme, 9 eram “I will kill your maunstar!”. A 10ª era “I am Beowulf.” Muitíssimo eloqüente, o protagoista.

Mas enfim, o filme é uma daquelas más adaptações pseudo-históricas de lendas pré-cristãs com um recheio extra de testosterona, seguindo a linha de it’s raining 300 men. Só que ao invés de chamar Raul, em Beowulf, os pitboys chamam um tal de Reial. Na verdade, talvez eles estivessem chamando o Raul mesmo, acho que era o sotaque.

Não entendi o que eles queriam provar transformando um herói antigo em um idiota, mas interessante e sem sentido mesmo, era a obsessão dos criadores em colocar os personagens pelados nos momentos mais desnecessários possíveis (quando a Angelina Jolie apareceu assim, eu podia jurar que ela ia começar a sambar ao som de “na tela da tv, no meio deeeeeeesse povo…”). Resumindo, o filme todo parece obra de quem está passando pela crise da meia-idade, Neil Gaiman deve estar com problemas…

Lamento profundamente não ter assistido em 3D. Deve ter sido divertido, com todos aqueles monstros pulando na tela, mas lamento muito mais (mais que as cenas de nudez desnecessárias, mais que a barriga do Ray Winstone fora da computação gráfica e mais que a má adaptação do roteiro) um furo terrível e imperdoável que eles deixaram passar: em um dado momento, o herói estava se estibunchando, se esticando todo, literalmente se descojuntando para alcançar uma coisa com a ponta da espada. Quando ele desastrosamente deixa a espada cair, perdendo-a, tenta mais uma vez e consegue alcançar a coisa só com a mão… unbelieveble… Acredito que era uma metáfora pra dizer que todo homem cresce ao passar pela experiência de ver sua espada cair.

Yeah, wathever, só escrevi esse post mesmo pra fazer a piadinha da “espada cair” perguntar uma coisa: se eu fizer escova inteligente, meu cabelo vai se mexer como o da Angelina Jolie?

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Era uma vez, uma menina que sonhava em escrever um livro…

Maio 13, 2008 · 5 Comentários

Quando era mais nova, pensava que um dia iria escrever um romance que viraria bestseller. Estou lendo um desses livros que acreditava que um dia iria escrever, chama-se “O Caçador de Bibas Pipas”. Ninguém nunca ouviu falar né? Sim, estou lendo mesmo, pode ficar com vergonha de mim porque eu leio bestsellers. Vou deixar aqui que também já li “A Menina que Roubava Cardápios Livros” e “Marley & Eu” e que achei os dois ótimos, pra aumentar a vergonha. Mas poxa, dá um desconto! Poderia ser pior: eu poderia gostar de Paulo Coelho ou de Sidney Sheldon, por exemplo.

Hoje eu estava lendo o tal livro e descobri porque nunca vou escrever um bestseller quando cheguei neste trecho:

Nos velhos tempos, o vento atravessava as planícies irrigadas que cercavam Jalalabad, onde fazendeiros cultivavam cana-de-açúcar, e impregnava o ar da cidade com aquele cheiro adocicado. Fechei os olhos e procurei sentir aquela doçura, mas não a encontrei.

Bixo, isso sim é que é licença poética. Se um dia eu for escrever sobre a minha experiência com cheiro de plantações de cana-de-açúcar, vai ficar assim:

Nos velhos tempos, eu passava todos os dias de buzão, para chegar ao trabalho, por aquelas planícies que cercavam Maratatatataízes, onde a Usina Paineiras cultivava uma plantação imensa de cana-de-açúcar. O vento atravessava as janelas arreganhadas do buzão que ficava impregnado com aquele fedor de merda. Parecia que todos os passageiros do ônibus tinham comido feijoada no dia anterior e decidiram todos empestiar o ambiente ao mesmo tempo. Tampava as narinas e tentava não respirar a catinga de pum, mas não aguentava e sempre inalava aquele fedor de bosta.

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Momento de sensibilidade

Maio 13, 2008 · 4 Comentários

Pessoas assistiam o Fantástico na sala ontem e pude ouvir o seguinte diálogo:

- Quando será que a mãe da Isabella vai posar pra Playboy?

- Heim? Como assim?

- É, do jeito que ela tá aparecendo na TV, não vai demorar muito pra rolar a proposta.

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Percebendo coisas

Maio 11, 2008 · 3 Comentários

Acordei hoje com aquela preguiça de viver de quem trabalhou pra caramba, não dormiu quase nada a semana inteira e quer aproveitar o sábado para ir à forra dormindo. Infelizmente teria que sair pra fazer algumas coisas chatas que o trabalho me impede de fazer durante a semana, tipo pagar contas e comprar coisas. Vesti aquela calça velha com aquela blusa surrada e démodé que estavam no fundo do quarda-roupas, por que achei que expressavam bem o meu ânimo de me arrumar pra sair de casa e o meu apreço pela multidão que invariavelmente encontraria. Certa de que todos não teriam dúvida do meu desprezo pelo aglomerado de gente ao olhar para minhas roupas velhas, meu cabelo desgrenhado e minha cara amassada de sono, saí para enfrentar as ruas de Cachoeiro de sábado de manhã.

Que inferno! Sempre me perguntei porque a cidade inteira resolve sair de casa ao mesmo tempo no sábado de manhã, sabendo que a rua vai estar insuportável de cheia. Agora eu sei. Elas trabalham durante a semana. Mas além da rua cheia, havia algo de diferente no comportamento dos cachoeirenses naquele dia. Percebi isso nos que passavam por mim na rua. Percebi nos que esperavam nas filas comigo. Percebi nas vendedoras que vez ou outra eu surpreendia prendendo um risinho enquanto me atendiam. Percebi no motoqueiro eufórico que passou por mim gritando algo que não consegui compreender. Percebi nos pedreiros que se acabaram de rir depois que eu passei perto da construção da esquina. Só não conseguia perceber o que deixava todas aquelas pessoas tão felizes e bem-humaradas numa manhã de sábado nas ruas de Cachoeiro. Isso eu só fui perceber quando cheguei à casa de minha avó e a ouvi dizer:

- Filha, você viu que sua calça tá com um “rasgado” enorme na bunda? Dá pra ver essa sua calcinha velha e amarela inteira.

O que eu não consigo perceber até agora é como não percebi antes toda a ventilação extra que estava recebendo nas nádegas.

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Você sabe que a vida não faz sentido quando…

Maio 8, 2008 · 2 Comentários

… vai fazer uma visita domiciliar para concessão de Benefício de Prestação Continuada a um senhor que não pode mais trabalhar, pois está perdendo os movimentos do braço (que encontra-se nitidamente com os músculos atrofiados) e, na porta de entrada da casa dele, você se depara com um cachorro imenso, algo como um fila brasileiro de expressão insana e assassina, olhar vidrado e assassino, dentes de proporções incrivelmente assassinas, com uma babinha viscosa, consistente e peculiarmente assassina escorrendo de sua mandíbula monstruosamente assassina, com patas gigantescas, pesadas e possivelmente assassinas, pêlo elameado com uma texturização nitidamente assassina e focinho molhado e ofegante, emitindo sons de entrada e saída de ar com frequência e intensidade particularmente assassinas, e o senhor diz pra você:

- Ele é bravo, mas pode passar que eu tô segurando.

Enquanto segura a corrente do cachorro com o mesmo braço frágil e atrofiado que o impede de trabalhar.

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“NON OMNE QUOD RIMAE POEMARUS EST.”

Maio 4, 2008 · 5 Comentários

Gente, tem autores que a gente lê que são tão bons, mas tão bons, que fazem a gente desistir de escrever, porque acaba comparando a obra do dito cujo com a nossa, dá aquela vergonha, aquele sentimento de inferioridade e a gente jura que nunca mais vai colocar os dedos no teclado novamente. Tipo quando eu li Douglas Adams pela primeira vez e achei tão fantástico que desisti de escrever até e-mails engraçadinhos pra amigos por um tempo.
Mas então, hoje encontrei uma nova musa. A mulher é tão boa que estou a ponto de abandonar o blog. Estou quase desistindo de escrever até em bate-papo no msn, pois não me sinto digna de digitar qualquer coisa depois de ler o que li. Ela parece usar o mesmo estilo de um dos meu poetas favoritos, o Tutu. Acho que ninguém lembra de uma das primeiras postagens que fiz no blog antigo com os “Poemas da 3ª Série” do Tutu, nem eu lembrava até encontar essa autora, mas era algo do tipo “Ah! O mar! Me faz vomitar…”
Mas voltando à minha nova musa, leia você também e emocione-se!

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