Penny Lane Blog

Entradas do Outubro 2008

INUNDAÇÃO!

Outubro 31, 2008 · 2 Comentários

Não, minha casa não foi alagada novamente. Não que a Prefeitura da cidade tenha feito o prometido serviço de rede de água que acabaria com o problema, mas é que não tem chovido ultimamente.

A inundação de que trata este post é essa aqui:

Leia na íntegra.

É, parece que o Espírito Santo está tirando 10 na escolinha do Governo Chinês. Uma maravilha isso. Dane-se a população, dane-se o meio ambiente, nada de democracia, o progresso vem sempre antes da ordem.

Pra quem ficou com preguiça de ler na íntegra (mas digo que vale a pena ler), aí vai um depoimento no mínimo intrigante, parte que mais me chamou a atenção na notícia:

Epa! Mexeu com meu povo, mexeu comigo! Meus patrícios, já que as coisas aqui no estado são no esquema “aqui se faz, aqui se paga”, vamos fazer uma vaquinha e alugar um carro-pipa pra inundar a casa do Paulo Hartung. Se eles inundam as nossas, que as deles sejam inundadas também.

Categorias: Ai meu ovo... · Oi?
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Oops!

Outubro 27, 2008 · 1 Comentário

Ligo para o celular de uma amiga com quem tinha combinado de sair no sábado à noite. Uma voz masculina responde:

- Alô.

- Alô, a Lorena por favor.

- Como?

- A Lorena por favor.

- Penny, você ligou pro Arnaldo*.

Com o pânico de escutar a voz do meu chefe do outro lado da linha em pleno sábado à noite, como se já não fosse falta de educação o suficiente telefonar para ele naquele momento, em um espasmo mecânico, involuntário e desesperado, eu desligo imediatamente o telefone. Na cara dele.

Ainda bem que sou concursada.

* Alguns nomes foram alterados para preservar a identidade das pessoas.

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Désert

Outubro 25, 2008 · 3 Comentários

Categorias: Música
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Laureata precaria

Outubro 24, 2008 · 4 Comentários

Quem me conhece sabe que eu gosto de trabalhar em hospital. Acho engraçado quando as pessoas me falam de seleção pra psicólogo em empresa de consultoria, de vaga no Detran, essas coisas. Tipo, é o mesmo que sentir uma dor no dedão do pé e procurar um cardiologista. Meu negócio não é dedão do pé, meu negócio é hospital, me formei pra isso.

É claro que, como a vida não é um mar de rosas, eu não trabalho em hospital, trabalho numa secretaria de assistência social, o que não é problemático já que tenho capacitação e perfil pra isso também. Mas se o mundo fosse perfeito eu teria me formado e arrumado emprego em um hospital. Mentira, se o mundo fosse perfeito mesmo eu teria nascido linda e milionária na Irlanda.

Não que eu esteja insatisfeita com meu trabalho atual, mas meu salário é horrível, se eu soubesse que eu ia ganhar só isso depois de 5 anos de estudos em uma boa universidade eu teria escutado meus pais. Mentira, não teria não, eu tinha 16 anos, só escutava cantores de rock naquela época. Mas a questão é que percebi que não vai dar pra ir pra Irlanda com meu salariozinho de merda psicóloga e, como trabalho apenas meio período (part time, meglio di niente…), estou tentando arrumar um segundo emprego aqui pra fazer um seguro desemprego irlandês pra mim mesma.

Aí que sexta-feira ligaram aqui pra casa:

- Alô, poderia falar com a Penny?

- Sim, sou eu mesma.

- Penny, aqui é do Hospital Luterano*, nós estamos fazendo uma seleção e gostaria de saber se você tem interesse em participar.

- Claro que sim! Quando?

- Segunda-feira, às 9h no setor de recursos humanos do hospital. Você vai procurar a Jocenize*.

O Hospital Luterano é a uma quadra da minha casa (hipocondríaco só mora perto de hospital, pode reparar!), e tipo, é um lugar foda pra se trabalhar, pelo que já ouvi, principalmente por contratar psicólogo para meio expediente, o que me permitiria acumular os dois empregos. Deixei meu currículo lá várias vezes e por todos os meios possíveis, mas nunca recebi nem e-mail, quem dirá um telefonema. Não tenho QI.

Nem precisa dizer que vibrei com a possibilidade de trabalhar lá, mas vibrei mais ainda com a lembrança que este evento me trouxe da época em que acabara de me formar e estava desesperada desempregada. Vibrei de medo, tremi. Enfrentar processo seletivo nunca foi comigo, só consigo emprego por meio de prova. Processo seletivo me deixa nervosa, eu suo frio, tremo, entro em pânico, não consigo falar, não consigo respirar, desmaiar eu consigo, já aconteceu uma vez, mas não consigo o emprego. Esse período de recém-formada foi terrível pra mim e só de pensar em processo seletivo, mesmo que não precise do emprego, como é o caso agora, eu começo a sentir tudo de novo.

Lembrei que tinha o fim de semana inteiro pra me preparar. Fui no salão, fiz unha, cabelo e sobrancelha, peguei meus textos de psicologia hospitalar, há tanto tempo abandonados, pra dar uma segurança mais teórica, não consegui dormir nem comer o fim de semana inteiro, mas quem precisa dormir ou comer? Só sei que naquela segunda-feira chuvosa, às 8:40h da manhã, lá estava eu na portaria do setor administrativo do Hospital Luterano, linda e loira, impecável! Qualquer um me contrataria só de olhar, e era o que, lá no fundo, eu esperava que acontecesse, porque se começassem a perguntar muita coisa eu sabia que ia sair do setor de recursos humanos direto pra ala de psiquiatria e doenças do sistema nervoso.

- Olá! Eu gostaria de falar com a Jocenize.

- Jocenize?

- Sim, tenho uma entrevista marcada às 9h.

- Entrevista?

- Sim.

- Que tipo de entrevista?

- Entrevista para uma vaga de psicóloga. Aqui é a portaria do setor de recursos humanos, né? - Já conhecia, dos muitos currículos que entreguei.

- Sim, é aqui sim, mas aqui não tem Jocenize não. Não é Eristelma*?

- Não, o rapaz que me ligou falou para eu procurar Jocenize.

- Rapaz?

- É - já irritada com ele repetindo o que eu dizia com interrogações.

- Moça, não tem nenhum rapaz trabalhando no recursos humanos daqui não. Tem certeza que te ligaram do Hospital Luterano?

- Tenho, ele disse Hospital Luterano! Esse é o único Hospital Luterano da cidade, né? Não tem nenhuma… ahn… ah… ok, desculpe, deve ter sido um trote.

Nesse momento, como uma bigorna que caía sobre minha cabeça, lembrei-me de ter mandado meu currículo para o Hospital Luterano de uma outra cidade há cerca de 2 meses atrás, pois ouvi dizer que eles estavam com uma vaga em aberto, mas nem tinha esperanças que me ligassem ou contratassem por eu morar longe e também não estava muito animada com a vaga pelo mesmo motivo. Ou seja, a menos que eu possuísse um meio de teletransporte, tipo a Nave Coração de Ouro, tinha me dado mal.

Não sabia se ficava feliz por ter me livrado do processo seletivo, ou se ficava triste por ter perdido uma oportunidade de mudar de cidade e de emprego. Mentira, eu sabia sim, estava triste por ter perdido a oportunidade, mas mudando de cidade, mudando de emprego, mudando de país, com o curso de graduação que escolhi vou continuar sendo uma laureata precaria, seja como psicóloga no Brasil ou como bartender em Dublin. Falando nisso, depois desta confusão estou esperando que alguém me ligue de Dublin perguntando se quero trabalhar lá.

Pra ler ouvindo. A letra desta música, que resume minha vida no ano passado, tá aqui. Se você quer ler, mas não consegue entender, azar o seu! Tivira no Google Translate mermão!

* Alguns nomes foram alterados para preservar a identidade das empresas e das pessoas

Categorias: A vida comelaé
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Aniversário

Outubro 23, 2008 · 2 Comentários

Ainda tentando entender porque a maior parte dos recados que recebi ontem pelo orkut faziam alguma menção à bebida alcoólica…

Categorias: A vida comelaé
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Efeito Vicenzo

Outubro 20, 2008 · 4 Comentários

WOW!

Vicenzo, querido, se você fizer um outdoor desse por semana eu até animo de colocar aqueles links de anúncio aqui pra ganhar dinheiro! Muito obrigada! Devo meu sucesso a você!

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Cachoeiro, o lugar onde de tudo acontece

Outubro 17, 2008 · 12 Comentários

Se tem duas coisas que eu amo são: gente que não tem medo de mostrar o que pensa e gente que não “si sujeita” a padrões pré-estabelecidos, como os da gramática ou do bom-senso, por exemplo. Vicenzo parece ser um homem que une os dois atributos. Não sei quem ele é, mas conquistou a minha admiração com o “autidór” abaixo:

Isso é o que eu chamo de liberdade de expressão. A licença poética abrange até a grafia do sobrenome do homenageado. Vicenzo, parabéns pela coragem de afrontar os políticos e os professores de gramática da cidade! Continue assim, e que todos os deuses “vos abençõem”!

PROMOÇÃO: quem encontrar mais erros no “autidór” acima ganha uma balinha de coco queimado </Dona Isis>.

UPDATE: Como não disponho da mesma coragem de Vicenzo, obviamente não estou afrontando, agredindo ou expressando minha opinião sobre qualquer um dos três candidatos mencionados no outdoor, estou apenas divulgando o que vejo pela janela do carro quando passo pela cidade. :P

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Fim de carreira

Outubro 14, 2008 · 6 Comentários

Uma amiga do trabalho me convidou pra ir a uma festa nesse fim de semana onde o marido dela iria trabalhar, porque parece que ela sempre leva alguém a tiracolo pra não ficar sozinha enquanto ele trabalha.

- Ir de casaco?

- Não Penny! ir no ca… (caminhão passando)

- Ir pra Caracas?

- Não! Ah, não importa, esteja pronta!

Fomos à festa, cuja atração principal era uma banda capixaba que eu jurava que nem existia mais. Como esta amiga estava lá só e somente por causa do marido que estava trabalhando, ela me explicou ao chegar no local, que costuma assistir as apresentações do palco mesmo, no cantinho, próximo ao camarim. Beleza, sem problemas, pensei, lembrando-me da minha adolescência, quando assistir show do palco tinha alguma importância.

Ficamos lá no cantinho, eu, minha amiga e mais umas quatro pessoas, das quais duas eu descobri mais tarde serem ex-BBB’s. Véi, se existe uma boa definição pra fim de carreira é ser ex-BBB… é lógico que não reconheci os caras, porque, né? Já foi…

Aí que quando a atração principal resolveu adentrar solenemente, eles decidiram mostrar que não são pouca bosta, que são famosos Universo afora e mandaram um recadinho pra galera dizendo que só desceriam de Marte do camarim quando todas aquelas pessoas que estavam no palco (nós) saissem de lá. Teve gente até que ficou bem irritada, mas eu só achei graça, porque estava mesmo precisando de um acontecimento cômico pra postar aqui. Tava até achando a vida meio chata ultimamente…

Aí saímos de lá e no final do show subiu uma outra galera pra ficar no cantinho onde a gente tava. Imaginei que o pessoal da banda fosse dar um chilique a lá Luana Piovani, dizendo “nada de fotos” ou “estamos aqui pela música, não pelas mulheres” ou coisas do tipo, mas eles nem tiveram a oportunidade. A galera não estava nem aí pra eles, queriam mesmo é tirar foto com os ex-BBB’s e, pasmem, com Guilherme Lemos, cosplay cover do Renato Russo. Gente, já foi, né? Ex-BBB nem famoso é, e Renato Russo, coitado, já morreu faistempo. Eles devem ter ficado mais felizes que os fãs. Queria ver alguém chegar perto se fosse a Fernanda Torres que estivesse lá, mas enfim…

Lição da noite: você sabe que sua carreira foi para o espaço quando sobem no palco depois do seu show pra tirar foto com ex-BBB e com cover do Renato Russo.

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É Freud

Outubro 10, 2008 · 4 Comentários

“O sonho é a realização de um desejo” - FREUD, Sigmund in A Interpretação dos Sonhos.

Hoje eu acordei e constatei que estava frio. Com preguiça de levantar e ir ao trabalho, acabei adormecendo de novo e sonhei que era sábado. Acordei novamente numa quinta-feira atrasada e me perguntei se deveria levar o texto de Freud pra minha gerente. Dizem que Freud explica…

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Campanha: faça a família e vizinhos da Penny felizes!

Outubro 8, 2008 · 4 Comentários

É o seguinte: minhas tentativas de aprender a tocar a tal da pennywhistle foram catastróficas até agora (quem duvida pode entrar em contato com meu irmão que ele conta como tá sendo), mas não pensem que só por toda a minha incapacidade pulmonar, inabilidade motora e inaptidão musical eu vou desistir! Muito pelo contrário, decidi ir a fundo neste propósito de vida. Irei até a fonte para beber da água mais pura. Ou seja, vou migrar pra Irlanda, assim todos (eu, minha família, meus vizinhos e vocês, que terão coisas mais interessantes pra ler aqui) ficarão felizes, exceto talvez pelo governo da Irlanda, que vai ter que aturar mais uma imigrante de país pobre.

Agora que já tenho a minha resposta para a vida, o Universo e tudo o mais, só preciso saber como vou, que desculpa vou usar pra conseguir entrar e com qual estratégia vou convencer o governo irlandês a deixar eu permanecer no país. Aceito sugestões. Aceito também doações de passagens aéreas (primeira classe, por favor), auxílio moradia a ser depositado em minha conta bancária internacional (em euros, por favor) e auxílio alimentação. To pensando em escrever um projeto do “bolsa-imigrante” pra mandar pro Lula, porque é uma injustiça social e uma vergonha que neste país apenas pais de famílias mais abastadas possam enviar seus filhos para estudar na Europa… cadê a igualdade?

PS: Tenho vergonha do meu irmão no orkut. Ele deve ter vergonha de mim também.

PS II: Aceito MESMO sugestões.

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