Penny Lane Blog

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Campanha pró-bichos de SC

Dezembro 7, 2008 · 5 Comentários

Se você não gosta de animais vá caçar um serviço ou arrumar outro post pra ler.

Quem me conhece sabe que bicho pra mim também é gente e que bicho de estimação também é membro da família. Quando vi pela televisão as imagens de Santa Catarina, logo pensei que além de toda aquela tragédia humana, muitos bichos de estimação acabaram sendo deixados pra trás e sofreram todo aquele drama de morte, afogamento, fome, etc. (obviamente, não necessariamente nesta ordem). Pois bem, parece que mais gente pensou como eu.

Sabe quando você chega em casa e seu cachorro vem te receber todo alegrinho com o rabinho abanando freneticamente, pulando em cima de você e te enchendo de baba? Ou quando seu gatinho felpudo e preguiçoso vem ronronando se esfregar na sua perna e pula no seu colo pedindo carinho? Então, da próxima vez que isso acontecer, pense em como você ficaria feliz se depois de uma tragédia daquela, alguém conseguisse salvá-lo pra te devolver. Vale a pena pelo menos visitar este link pra se informar melhor e, se quiser, ajudar.

Visite! Visite mesmo!

Alessandra Siedschlag Fernandes
Itau ag 0713
c/c 63267-7
alesie@gmail.com

Se você não gosta de animais e leu o post mesmo assim, fique sabendo que comentários sobre “como alguém pode pensar em sacos de pulga com tanta gente sofrendo” serão imediatamente deletados. Isso aqui é um blog pessoal, não um espaço aberto à liberdade de expressão alheia. Vá criar um blog pra você!

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Lambida no cu dos outros é refresco

Outubro 4, 2008 · Deixe um comentário

Não sei se está relacionado com este fato, mas acabo de descobrir que meu gato sofre de hemorróidas…

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Sobre lógica

Setembro 24, 2008 · 3 Comentários

- Ringo, deixa o Fred beber água em paz! Cachorro atentado! Olha só que perturbação, Penny, tem lógica você beber água com alguém lambendo sua bunda?

Agora imaginem a minha cara ao escutar da minha mãe somente a última frase. Tem lógica?

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Sobre remédios e cães

Agosto 4, 2008 · 2 Comentários

Descobri como fazer meu vira-lata tomar vermífugo:

- RINGO, NÃO! Volta aqui! Devolve, estrupício! Devolve isso agora! É meu! Abre essa boca! ABREEEEEEEEEEEEE! AAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIII! Cacete! Não morde! Se você engolir isso, seu capetinha, eu te mando pro Centro de Zoonoses pra você virar sabão! NÃÃÃÃÃÃOOOOO! Merda… já engoliu…

Isso depois de deixar o comprimido cair “acidentalmente” no chão. Funcionou que é uma beleza! Adeus lombrigas!

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Guia de administração de remédios em cães

Julho 10, 2008 · 4 Comentários

Antes que alguém reclame que isso aqui tá virando um petblog, eu gostaria de esclarecer que meu círculo social atualmente se resume a dois cães e dois gatos.

Como fazer seu husky siberiano tomar um comprimido de vermífugo:

1 – Coloque o comprimido escondido em um pedaço de pão e dê para o cachorro.

Como fazer seu vira-lata tomar um comprimido de vermífugo:

1 – Coloque o comprimido escondido em um pedaço de pão e dê para o cachorro.

2 – Pegue o comprimido que o cachorro deixou no chão, coloque no meio de um pedaço de carne e dê para o cachorro.

3 – Pegue novamente o comprimido do chão, jogue-o fora. Pegue um novo comprimido na caixa e dissolva-o em um recipiente com água. Coloque o conteúdo em uma seringa sem agulha e introduza pela lateral da boca de seu cachorro quando ele estiver dormindo.

4 – Recolha o que restou da seringa, limpe o chão e replante o bonsai que o cachorro derrubou em seu trajeto desesperado de fuga. Pegue um novo comprimido na caixa. Segure o cachorro com seu braço esquerdo. Com a mão direita você posiciona o dedo indicador e o polegar em cada canto da boca do cão e pressiona para que ele abra. Introduza rapidamente o comprimido e feche a boca dele segurando o focinho por cerca de 10 minutos.

5 – Pegue o comprimido do chão e jogue-o fora. Vá ao banheiro e lave as perfurações da mordida em seus dedos com água e sabão. Tire as manchas de sangue da camisa com água morna e sabão. Peça ajuda a sua mãe e seu irmão. Pegue um novo comprimido na caixa. Peça a sua mãe que segure o corpo do cachorro com o braço esquerdo e a cabeça com o direito. Amarre as patas dianteiras e traseiras com uma corda de varal. Coloque luvas de tecido bem grosso para proteger as mãos. Enquanto sua mãe ainda segura o animal amarrado, posicione sua mão direita no maxilar inferior do cão puxando-o para baixo e a mão esquerda no superior puxando para cima. Peça para seu irmão jogar o comprimido dentro da boca aberta e feche-a imediatamente, certificando-se de tirar todos os dedos de dentro antes, e segure para mantê-la fechada por pelo menos 10 minutos.

6 – Faça um curativo no braço de sua mãe e outro no pescoço de seu irmão, retirando os fragmentos do comprimido das feridas abertas. Leia a bula do remédio para saber se faz mal a humanos quando introduzidos sob a pele. Pegue o último comprimido da caixa. Peça ajuda a seu pai, sua avó, sua tia e sua cunhada. Enquanto seu pai segura o corpo do animal, sua mãe segura as patas traseiras, sua avó as dianteiras, sua cunhada a cabeça e você abre a boca do cachorro com o auxílio de um pé-de-cabra. Peça a sua tia que acerte o remédio dentro da boca do animal com um estilingue.

7 – Leve todos para um pronto-socorro, com exceção do cachorro. Deixe o médico dar pontos nas feridas abertas e tirar o comprimido de dentro do seu olho. Jogue no lixo os óculos quebrados de sua avó, o que restou da mesinha de centro da sala, do aparelho de DVD e da TV e compre tudo novamente no dia seguinte. Desista do vermífugo acostumando-se com a idéia de que seu cachorro ama as lombrigas que carrega e convive muito bem com elas. Você vai aprender a amá-las também.

Como fazer seu vira-lata tomar sua cartela inteira de amoxilina 500 mg de uma só vez:

1 – Esqueça sua bolsa, com a cartela dentro, em cima do sofá enquanto atende o telefone.

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Psicologia canina

Julho 8, 2008 · 5 Comentários

Se tem uma coisa que odeio em cachorros pequenos é a mania de latir ininterruptamente pra tudo o que se move ou para tudo o que eles imaginam que se move ou não. Tenho um ódio particularmente grande dos poodles e dos pinchers, e sempre preferi criar huskys siberianos lindos, grandões e calados. Isto, até o dia em que as forças que regem o Universo decidiram castigar meu racismo canino com a triste morte de todos os meus amados huskys e a adoção, por parte de meu pai, de um casal de irmãos vira-latas de linhagem um tanto quanto inusitada: filhos de uma puta poodle e de um fox paulistinha. Frida e Ringo são seus nomes, para que fique bem claro que os dois são muito belos.

arnold e danny gêmeos

Danny DeVito e Arnold Schwarzenegger: irmãos gêmeos

Ringo e Frida: irmãos gêmeos

Se você imaginou que algo que saia metade poodle, metade fox seja, no mínimo, muito barulhento e irritante, está absolutamente certo. Na verdade acredito que as forças que regem o Universo intentavam presentear-me com uma mistura de pincher com poodle, mas o pincher escolhido no momento cru(s/c)ial devia estar ocupado latindo para alguma coisa, atrapalhando os planos.

Ontem eu estava com a mais puta das dores de cabeça, daquelas que não passam por nada, que fazem qualquer ruído, por mínimo que seja, explodir uma bomba atômica dentro de sua caixa craniana. Foi quando Frida decidiu mostrar o valor de sua herança genética: começou a latir insandecida e ininterrupitamente dentro da cozinha. Fui até lá e briguei com ela. Não adiantou. Briguei novamente. Ela deitou-se no chão com as perninhas abertas, mas foi só virar as costas que começou a estourar mais bombas em minha cabeça. Sentia tudo estremecendo a cada latido, a pressão saindo de meus ouvidos, a tonteira insuportável, a sensação nítida de que estava começando a ficar surda, o que misteriosa e surpreendentemente me deixava feliz naquele momento.

Coloquei a semi-poodle insandecida na varanda junto a seu pote de ração, achando que tinha fome, mas ela voltava para a cozinha a latir. Olhei ao redor e tudo estava justamente como deveria estar. Verifiquei embaixo do fogão, dentro do armário, atrás da geladeira, mas nem sinal de qualquer coisa (rato, gato, bicho-papão) anormal. Coloquei-a novamente na varanda e fechei a porta da cozinha. Ela disparou como um foguete ladrante, dando a volta e entrando novamente pela sala. Coloquei-a do lado de fora e fechei também a porta da sala, mas ela continuava a mostrar que seus pulmões são dígnos de campeões olímpicos de natação. Peguei o rolo de jornal, ferramenta de instrução canina, e a ameacei. Não adiantou. Bati com o rolo de jornal, o que também não teve efeito. Outras pessoas tentaram persuadir a semi-poodle desvairada a calar a matraca, o que foi igualmente ineficaz. Ela parecia decidida a me matar naquele dia. Já vislumbrava meu atestado de óbito escrito “ataque canino por excesso de sonorização rítmica elevada”. Só não entedia a motivação do homicídio e a cada momento que passava, estava menos disposta a entender.

Já somavam-se cerca de duas horas e meia de explosões atômicas ladrantes em minha cabeça, quando decidi trancá-la no banheiro (a cachorra, não a cabeça). Fiquei com pena e tirei-a de lá em menos de 2 minutos, ao que ela saiu em disparada com sua demosntração de potência vocal. Decidi levá-la como presente de grego para a casa de minha tia, no andar de baixo, que adora a semi-poodle, com a esperança de que lá ela esquecesse o motivo do escândalo. Chegando lá ela não latia, mas recusava-se a ficar, correndo de um lado para o outro e tentando fugir de todas as formas, como se sua vida dependesse de escapar para o andar de cima e latir até a morte (minha ou dela). Cerca de 10 minutos depois, eis que ela escapa e volta a latir em sua tentativa de homicídio cruel. Chorei, esperneei, argumentei, esbravejei, gritei, bati com o jornal, me descabelei, enfim, cheguei ao ponto de parecer mais desvairada que a cachorra. Ela conseguira seu intento: deixou-me louca. Estava a ponto de bater nela com o chinelo pois já faziam mais de 4 horas de latidos agudos e ininterruptos ressoando nos azulejos da cozinha e nas placas ósseas de meu crânio. Foi quando minha mãe chegou do trabalho e olhou para a cena: eu estirada no chão, descabelada, coberta por lágrimas e com uma caixa de dorflex na mão, Frida latindo sem parar a olhar para o nada.

- Que foi Frida? Papai deixou a sacola de supermercado em cima da pia? Quanta bagunça, né? Pronto! Tá vendo? Já guardei!

O bombardeio cessa subitamente, Frida abana o rabinho e vai para sua almofada dormir. E foi assim que descobri que minha cachorra sofre de TOC.

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Mundo animal

Junho 18, 2008 · 3 Comentários

gato

- Cara, esse gato tem problema…

- Sim, ele é vesgo.

- Não, não é só isso. Ele tem problemas psicológicos.

- Cuida dele então, uai.

- Eu to tentando, né?! Mas digamos que animais fóbicos não são lá minha especialidade… Poxa… fico incomodada com ele… Isso é muito triste… Como é que pode uma criatura passar o dia inteiro escondida em uma gaveta, sem querer sair, sem querer ver o mundo?

- Penny, você também vive em uma gaveta. Só que a sua é um pouquinho maior.

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Sobre ponto de vista

Junho 15, 2008 · 11 Comentários

- Filha, você não tem vergonha de sair de casa com essa juba não? Vou começar a te chamar de Simba pra ver se você toma vergonha e vai num salão.

-É, eu sei, tá tenso… to querendo ir mesmo…

- Querendo ir, Penny? Olha no espelho! Você tá igual o Ringo!

Ringo

(Ringo)

Cerca de 40 minutos depois, passando em frente à construção:

- Nossa, princesa! Que cabelos lindos! Barra até Gisele Bundchen!

Gisele

(Gisele)

Tipo, to até agora sem saber se o cara era cego, doido, ou se estava treinando a nova figura de linguagem que aprendeu: ironia.

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Sobre planejamento familiar

Junho 9, 2008 · 3 Comentários

Acompanhando o caso matematicamente:

Residência dos meus pais em Janeiro de 2008: 03 moradores – todos da espécie homo non sapiens.

Residência dos meus pais em Junho de 2008: 08 (OITOOOO!!!!) moradores – 04 homo non sapiens, 02 Canis lupus familiaris e 02 Felis silvestris catus

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Pré-adolescentes

Maio 26, 2008 · 5 Comentários

- Penny, os emos são anti-cristo?

- ?!?… hum… até onde sei, emos são adolescentes que pintam o cabelo de preto, escondem metade do rosto com uma franja e se deprimem voluntariamente ouvindo música ruim…

- Hum… mas todo emo tem que ter cabelo preto? É obrigatório pintar cabelo de preto pra virar emo? Não pode ter cabelo loiro?

- Olha, não sei se dá pra dizer que é uma regra, mas nos shoppings a gente vê emos se escondendo atrás de cabelos pretos e patricinhas saltitando com cabelos loiros.

- Ah… é que eu tava pensando em virar uma ema, mas não sabia que ia precisar pintar o cabelo…

ema

(ema)

- Acho que você vai precisar de um pouco mais que tintura de cabelo então…

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