Macaé, por volta das 14h, caminhando na ausência de acostamento (mato) de um asfalto lá na p*** que pariu aquela merda de cidade, sob um sol escaldante, tão suada que me sentia literalmente escaldada e elameada com a meleca que se formava da mistura do suor com a poeira que os carros jogavam sobre nós enquanto passavam em alta velocidade. Xingava interiormente os arquitetos e urbanistas filhos de uma égua que tiveram a brilhante idéia de construir um shopping em frente a um centro universítário, que vale repetir, fica na p*** que pariu, sem sinal de trânsito, acostamento, quem dirá então uma passarela para acesso de pedestres. Trajava uma calça jeans surrada, uma camiseta azul, chinelo de dedo (CHINELO DE DEDOOOO!!!!) e um lenço na cabeça. Foi quando, não mais que de repente, um carro nada popular com dois senhores nada distintos ou discretos, que imagino já terem completado suas 40 primaveras (ou seriam outonos?), começa a andar lentamente ao nosso lado enquanto os dois senhores falam coisas obcenas para nós. Olhei incrédula para minha companheira de jornada (que estava nas mesmas condições higiênicas e de vestuário que eu) e ela disse:
- Se assusta não Penny. É que aqui em Macaé tem muita prostituição…
Foi quando eu olhei novamente para meu estado deplorável, dando uma atenção especial aos chinelos de dedo, e observei:
- Nossa, mas a concorrência aqui tá tão grande que elas não conseguem dinheiro nem pra comprar um salto ou tomar um banho?
Esse não é um post engraçado, é um post de reflexão sobre a vida, o universo, as músicas e tudo o mais.
Sexta-feira um amigo me perguntou qual a minha banda favorita e achei uma pergunta tão estranha de se ouvir. Eu mudo de músico favorito como uma cantora pop muda de roupa durante o show. Descubro uma coisa legal e ouço o dia inteiro, deixo todo mundo à minha volta de saco cheio, até descobrir outra coisa legal pra ficar ouvindo o dia inteiro e assim por diante. Tenho músicos favoritos por semana. Semana passada era a Paz Lenchantin, retrasada era o The Black Crowes, há algumas semanas era a Emilie Simon, há mais algumas semanas era o Simone Cristicchi, alguns vêm e voltam, mas nessa sexta-feira, quando ele perguntou, eu não sabia responder.
Há uns dois anos atrás, quando eu ainda morava em Vitória, achei no youtube um vídeo da Rachel Brice (que até o momento ainda é minha dançarina favorita, pois não sou tão volúvel com dançarinos quanto com músicos) dançando uma música que achei a coisa mais linda do mundo, mas não sabia identificar que estilo era aquele e de que país era. Também não tinha, na época, nenhuma pista de como descobrir, porque não dava pra entender bulhufas do que o cara tava cantando. Como já prevê as Leis de Murphy, agora que não preciso mais, eles colocaram o nome da música lá, mas enfim… Quando não tinha como saber, baixei o vídeo e toda vez que tinha vontade de escutar a música eu deixava rolar.
No final do ano passado, quando tava passando a série Capitu na Globo, minha cunhada me falou pra baixar as músicas de um tal de Beirut porque eu ia gostar. Nunca dou ouvidos quando alguém fala pra eu assistir tal filme ou baixar tal CD, ou ver tal série “porque você vai gostar”. Geralmente eu me arrependo depois de não ter dado ouvidos, mas não sei porque, talvez por um orgulho besta, nunca dou crédito quando alguém usa essa frase, tipo, “essa pessoa acha mesmo que me conhece tanto assim pra saber do que eu vou gostar? Eu heim, até parece…”
Mas enfim, esses dias eu voltei a fazer aula de dança e fiquei assistindo aquele vídeo da Rachel Brice e pensando que gostaria de encontrar outras músicas daquele mesmo estilo pra poder dançar. Foi quando ontem eu não tinha mais o que fazer e resolvi fuçar no orkut e acabei entrando no perfil de uma garota que usava uma roupa muito bonita pra tentar ver melhor o modelo e vi que ela tinha colocado uma música do tal do Beirut lá, que parece que todo mundo já tinha escutado, graças à série Capitu, menos eu. Como não estava fazendo nada memso, cliquei pra ouvir a música e mal pude acreditar. Era não só do mesmo estilo, mas do mesmo músico que cantava a música que eu estava procurando há cerca de 2 anos! E era ainda mais bonita que a música que a Rachel dançava! Só conseguia pensar que sou muito cagona mesmo, as coisas batem na minha porta e mesmo quando não atendo elas isistem batendo na janela. Deu até vontade de chorar ouvindo a música, de raiva inclusive, por não ter escutado minha cunhada antes. Aí pronto, não paro mais de escutar e se alguém me perguntar agora qual a minha banda favoria vou responder sem pestanejar que Beirut é a do momento, com a música mais bonita e com a voz mais bonita de todas. De pensar que o desgraçado do moleque devia ter só uns 19 anos quando fez isso…
Mas enfim, só to escrevendo pra dizer que não desistam de mim. Prometo que de agora em diante sempre vou (tentar) acreditar quando alguém disser “Olha isso aqui! Tenho certeza que você vai gostar!” Ai… será que vou mesmo? Só de pensar nessa frase dá náuseas… Por via das dúvidas, dá pra tentar outra forma de me dizer isso?
Tava desestimulada a postar, mas depois que li o post do Thalles sobre o carnaval em Vitória resolvi compartilhar algumas pérolas desse evento maravilhoso onde as pessoas perdem a vergonha, deixam os princípios em casa, andam seminus e mijam no meio da rua sem o menor pudor, pra outras pessoas pisarem no mijo depois sem o menor senso de higiene e até esquerem que são hipocondríacos. Do que eu me lembro:
- Ei gatinha, me dá seu telefone.
- …
- Deixa, cara, ela deve tá sem crédito.
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- Atchim!
- Nossa que espirro lindo!
- Atchim!
- Olha! De novo! Qual o seu nome?
- Atchim!
- Você é alérgica a homem?
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- De onde vocês são?
- Daqui mesmo.
- Puxa, vocês são daqui? As mulheres daqui são muito enjoadas!
- É mesmo?
- As mulheres de Minas são bem mais simpáticas. Aqui elas nem conversam com a gente, você vai tentar puxar papo elas nem olham pra você.
- Jura? Nem imagino porquê…
- É, esse pessoal daqui acha que tão no topo. Povinho metido! Não sei porque o povo é tão metido assim! Não tem nada nessa roça! Nem boate vocês têm direito! Vocês acham que a Mais é grande coisa? Vai lá em Minas pra ver o que é boate de verdade, o que é gente simpática e bonita de verdade.
- É… já tá dando pra ter uma noção… Aliás, se Minas é tão legal assim, porque você não volta pra lá, tipo, agora, nesse exato momento, e deixa as mulheres enjoadas daqui em paz?
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Chega um cara depois que outro passou tentando beijar a força:
- Essa coisa de bejar a força nunca dá certo, né?
- É…
- É por isso que eu vou perguntar o seu nome, falar o meu, perguntar de onde você é…
- Isso nunca funciona também…
Acabou funcionando depois de uma meia-hora.
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Voz de mulher:
- Ei gostosa! Você de vestido! Vem cá gostosa, deixa eu te levar pra casa!
- Hum… Tá… Toma a sua guia, vai lá dentro pra tirar o sangue e você pode pegar o resultado depois das duas da tarde.
- Bom, saio do trabalho as 16 horas hoje. Vocês fecham aqui que horas?
- As 17h.
- Ok.
As 16:45h, chego ao laboratório e encontro a atendente fechando a porta.
- Ei, eu precisava pegar o resultado do meu exame.
- Nos já estamos fechando.
- Mas você disse que fechavam as 17h.
- Sim, mas hoje nós não tivemos horário de almoço.
- Ok, mas dá pra entrar lá e só pegar meu resultado porque eu preciso dele?
- Agora só segunda-feira.
- Olha, desculpe por não ter olhado na minha bola de cristal pra adivinhar que vocês fechariam mais cedo hoje porque não tiveram horário de almoço, mas eu perguntei que horas vocês fechavam pra saber até que horas eu poderia vir aqui, e eu não vou passar o fim de semana todo me perguntando se estou doente porque você não quis abrir a porta pra pegar meu resultado.
- Sinto muito, só segunda-feira.
- Ah, você sente muito? Tá bom então.
Fui pra Dubai, enchi a cara, percebi que não estava anêmica e que não precisava do resultado do exame. Esse é o lado bom das doenças imaginárias: quando você menos espera elas não estão mais lá. Sorte que eles estavam sem troco quando fui recolher o sangue e que me pediram pra pagar depois. Agora quem sente muito sou eu.
O filtro solar (também conhecido como protetor solar) é uma loção, spray ou produto tópico que ajuda a proteger a pele da radiação ultravioleta do sol, o que reduz as queimaduras solares e outros danos à pele, ultimamente ligado a um menor risco de câncer de pele.
Da Wikipédia.
Minha correção:
O filtro solar (também conhecido como protetor solar) é uma loção, spray ou produto tópico que, QUANDO UTILIZADO CORRETAMENTE, ajuda a proteger a pele da radiação ultravioleta do sol, o que reduz as queimaduras solares e outros danos à pele, ultimamente ligado a um menor risco de câncer de pele. ENTRETANTO, SE UTILIZADO DE FORMA INCORRETA, VOCÊ VAI FICAR ASSIM:
Próximo fim de semana eu vou tentar listras de zebrinha no lugar das marcas de dedo.
UPDATE: Seguindo a dica do Jaider,vamos brincar de Rorschach: O que você vê na imagem acima? (não vale responder “uma mulher que não sabe passar filtro solar”).
Pois é, peço desculpas, mas estou com preguiça de escrever os causos extraordinários que acontecem aqui no Pequeno Cachoeiro (são tantas emoções). Na verdade a culpa é toda do Tatá, que me viciou nos causos extraordinários que acontecem em outra pequena cidade: Smallville. Não consigo parar de assistir esse tróço, só sento na frente do computador pra isso!
Eu sei, a série é idiota, em alguns episódios eu penso que escreveria roteiros melhores, mas eu preciso saber como o Clark aprendeu a voar! Minha vida depende disso agora que já sei quem deu a dica da capa vermelha! O problema é que estou, tipo, oito temporadas atrasada e tentando tirar o atraso…
Em breve tem post novo (até o final da semana), mas por enquanto Smallville tá mais interessante… E não olha com essa cara não, porque, cá pra nós, não é muito intelectual ficar acompanhando um blog utilizado pra descrever futilidades cotidianas de alguém que não tem mais o que fazer. Se você está lendo isso é porque não pode me criticar.
PS: Paulinha, eu não morri! Também não descobri a pergunta (não era o número dos sapatos atirados no Bush), mas quando eu descobrir eu te conto, podexá.
PS II: Só estou escrevendo este post pra esperar baixar o próximo episódio. Downloads me deixam ansiosa.
Não, a propaganda não foi gravada em um centro espírita. Leia na íntegra, assista o vídeo com os bonequinhos da vivo e emocione-se também com a solidariedade humana, porque, né? Aposto que as crianças pobres mundo afora vão até esquecer a fome pra ficar fuçando no Twitter e no Facebook, tipo aquela garota que morreu de desnutrição de tanto jogar World of Warcraft.
Criança morrendo de vontade de ter um laptop
Não que eu duvide que o cara faria uma campanha dessas se estivesse vivo, mas duvido que alguém pediu a opinião dele. Já que tá todo mundo zoneando com o Lennon, fica aí uma versãozinha minha e do Tatá da primeira estrofe de Imagine pra animar a tarde. Sintam-se a vontade pra termina-la…
imagine no unplugged
it’s easy if you try
no desktop below us
above us only wireless
imagine all the children
buying on ebaaaay u-hu -uuuh
Tá certo, o filme não existe de verdade, e se existisse a idéia é horrível de qualquer forma, mas coloquei o vídeo aqui pra alguém me explicar: como é que o cara fez esse trailer? Meu, esses nerds estão cada vez mais profissionais…