Encruzilhada

Quarenta e sete centímetros, sessenta e quatro gotas de água despencando do céu, algumas dúvidas e nenhum guarda-chuva separavam as duas almas solitárias. No fim da noite, parados na encruzilhada onde os caminhos se descruzam, ela se perguntava se ele pedira a conta cedo por conta das tolices bêbadas que ela contava. Ele se perguntava como faria para voltar para casa àquela hora da madrugada.
Ele pensava que tiveram uma noite agradável. Ela estava certa de que o desagradara.
Ela acreditava que a pressa ao se despedir era uma prova disto. Ele acreditava que ela o acharia machista e bobo se se oferecesse para acompanhá-la.
Ela se sentia feia. Ele sentia frio.
Ele pensava que poderiam conversar mais vezes antes de fazer um julgamento. Ela julgava que ele não mais apareceria por um bom tempo.
Ele pensava que assim era melhor. Ela pensava que era melhor assim.
E se-pararam-se.

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